Há cerca de 30 dias afastado do trabalho, um funcionário do Lucão Lanches, na Rua Venâncio Aires, não teve sorte em sua volta à rotina. O homem de 55 anos estava no caixa da lancheria, quando, na noite de quinta-feira, dois homens armados chegaram ao local e foram direto em busca de onde fica o dinheiro.
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– Eu estava dando o troco para um freguês, quando um deles chegou e apontou a arma para o cliente. Nisso, eu já sabia que era um assalto. Logo em seguida, o outro assaltante entrou atrás – conta o funcionário.
A ação dos bandidos, que, segundo o funcionário, estavam bastante nervosos, durou cerca de 15 minutos. A dupla fugiu em um Siena branco e o crime foi flagrado por câmeras de segurança da lancheria.
O caixa do estabelecimento manteve a calma, segundo ele, porque já havia sido vítima de dois assaltos semelhantes praticados no estabelecimento. O mais recente deles, há cerca de dois anos.
– Um deles estava de touca e o outro estava encoberto por um capuz. Eram dois piazotes, com mais ou menos 20 anos, armados com um revólver cromado. Estava eu e um rapaz do lado. Abri o caixa, passei o que tinha. Eles acharam pouco, então pediram para o cara que estava do meu lado, que disse que só estava com a carteira. Então, eles pegaram cerca de R$ 600 dele, que ainda pediu que, pelo menos, deixassem os documentos – conta o funcionário.
Após devolverem a carteira de uma da vítimas, pegarem cinco maços de cigarro e um punhado de chicletes, os assaltantes se aproximaram de um cliente que usava um tablet. Um deles pediu o aparelho e foi ignorado pelo freguês.
– Eu imagino que ele nem tinha prestado atenção no que estava acontecendo, pois estava com os fones de ouvido. Nisso, o outro assaltante que já tinha saído, voltou, pediu o tablet, mas o cliente se negou a entregá-lo. Então, o ladrão colocou o revólver nele, que reagiu, gravateou o assaltante, que conseguiu escapar. Foi quando ele deu os três tiros, acertando um de raspão no ombro direito. Aí veio a Samu o levou – explica o caixa do estabelecimento.
Apesar do susto, os funcionários do estabelecimento seguiram trabalhando normalmente.
– É assustador, mas não adianta reagir com essa gente. Os caras estão dispostos a tudo. O rapaz que foi infeliz. Ele mesmo falou para o proprietário, quando esteve aqui hoje (sexta) de manhã, que não deveria ter reagido. E ele só escapou porque o primeiro tiro falhou, porque seria na cabeça dele – contou o funcionário que, mesmo com a experiência de quem trabalho há 10 an